No primeiro trimestre de 2025, o Governo Federal arrecadou R$ 912,3 bilhões em impostos, segundo dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O índice leva em consideração diversos tributos federais, que abrangem uma série de contribuições e impostos sobre a produção, movimentação financeira e exportações.
Entre os impostos listados, estão a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o Imposto de Renda (IR), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e outros tributos como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a Previdência.

Embora o volume de arrecadação seja significativo, o Brasil ocupa apenas o 30º lugar no Índice de Retorno e Bem Estar Social (Irbes), que mede a eficiência dos impostos em proporcionar bem-estar à sociedade. O primeiro colocado na lista é a Irlanda, seguido pelos Estados Unidos e Suíça.
Em 2024, o brasileiro precisou trabalhar cerca de 149 dias para cumprir com suas obrigações tributárias.
Distribuição da arrecadação no Brasil
São Paulo é o estado que mais contribui para a arrecadação federal, respondendo por 37,3% do total nacional. Em seguida, estão o Rio de Janeiro, com 13,7%, e Minas Gerais, com 7%.
Implicações econômicas
Os R$ 912,3 bilhões arrecadados no primeiro trimestre de 2025, se aplicados à poupança, gerariam cerca de R$ 180 milhões em juros por dia. Esse montante também seria suficiente para cobrir 10 salários mínimos mensais durante 8,1 milhões de anos. Caso esse valor fosse transportado em cédulas de R$ 100, seriam necessários 301 contêineres para o transporte.
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