O desemprego na Argentina, sob a liderança do presidente Javier Milei, caiu para 6,4% no quarto trimestre de 2024, apresentando uma redução de meio ponto percentual em relação ao trimestre anterior, conforme divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).
Apesar da queda em comparação com o trimestre anterior, a taxa de desemprego do final de 2024 ficou 0,7 ponto percentual acima da registrada no mesmo período de 2023, que foi de 5,7%, o valor mais baixo desde 2016.

Durante o quarto trimestre, o mercado de trabalho argentino estava inserido em um contexto de recuperação econômica, mas setores essenciais, como a indústria, construção e comércio, ainda enfrentavam desempenho negativo em termos anuais.
Embora a atividade econômica tenha apresentado um crescimento de 4,4% no último trimestre de 2024 em relação ao anterior, a economia do país registrou uma queda de 1,7% ao longo de 2024. Esse resultado reflete o severo ajuste fiscal implementado pelo governo de Milei, o que impactou negativamente o mercado de trabalho em comparação com os dados de 2023.
De acordo com o Indec, entre outubro e dezembro de 2024, 937.000 pessoas que procuravam emprego estavam desempregadas na Argentina.
A pesquisa abrange os 31 principais conglomerados urbanos do país, que têm uma população de 29,7 milhões de pessoas, dentro de um total de cerca de 47 milhões de habitantes.
A taxa de pessoas empregadas que buscaram outro trabalho foi de 16,6%, o que representa uma queda de um ponto percentual em relação ao trimestre anterior, mas um aumento de 1,1 ponto percentual comparado ao quarto trimestre de 2023.
Entre outubro e dezembro de 2024, 2,4 milhões de pessoas empregadas estavam ativamente à procura de outro emprego.
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