O ministro Luiz Fux divergiu dos colegas da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (25) e defendeu que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados deve ser analisada pelo plenário, e não por uma das turmas.
No entendimento de Fux, a gravidade dos fatos imputados pela PGR, bem como a repercussão do caso, exige que o processo seja apreciado pelos 11 ministros que compõem a Corte Suprema.

“Essa matéria não é tão pacífica, essa matéria já foi mudada e remudada e voltou-se a tese original várias vezes[...] Ou nós estamos julgando pessoas que não exercem funções públicas, ou estamos julgando pessoas que exercem essas funções, e o local ideal seria o plenário do Supremo Tribunal Federal”, ressaltou Luiz Fux.

Apesar do posicionamento de Fux, os demais ministros da Primeira Turma – Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia – votaram para manter o caso no colegiado.
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