Na manhã desta quarta-feira (26), durante um evento em São Paulo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou que defende uma “punição adequada” aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, as sanções devem servir como um alerta para desencorajar qualquer tentativa de repetição.
Barroso também destacou que, embora as instituições no Brasil tenham se estabilizado, o julgamento dos réus, especialmente do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem gerado divisões no país.
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“A visão do Supremo Tribunal Federal é que não punir adequadamente esses crimes é um incentivo para que se repitam e para que, portanto, quem perder [a eleição] da próxima vez ache que pode fazer a mesma coisa. Nós precisamos encerrar o ciclo da história brasileira em que a quebra da legalidade constitucional fazia parte da rotina”, declarou.
O ministro também classificou o caso como uma articulação “aparentemente estarrecedora”, principalmente devido ao suposto plano que, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), previa o assassinato do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro Alexandre de Moraes.
“É um julgamento que traz algum grau de preocupação pelas dificuldades de uma pacificação que eu acho necessária no Brasil. Mas o nosso papel é julgar e, portanto, não há como deixar de julgar uma articulação de golpe que aparentemente envolvia até planejamento de assassinatos”, concluiu.
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