Em dezembro de 2006, o ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa ficou em estado grave após voltar de sua viagem à Índia com malária e pneumonia. Ele passou três meses internado, e segundo ele, três gerentes estariam de olho no seu cargo, todos do PMDB.
De acordo com informações do Estadão, o ex-diretor afirmou em um depoimento da Operação Lava Jato que o PMDB no Senado o apoiava, mas o PMDB da Câmara não. Ele também disse que só conseguiu se manter no cargo graças a influência do Senador Renan Calheiros, pois se isto não ocorresse, seria alguém do PT que assumiria seu lugar, pois na época, o Partido dos Trabalhadores estaria chefiando os principais ministérios do país.
No entanto este apoio partidário não teria sido em vão. Segundo o delator, o PP teria que dividir a diretoria do abastecimento com o PMDB. Os dois partidos, junto com o PT, são suspeitos de receber propinas sobre grandes contratos de loteamentos da Petrobras. Paulo Roberto Costa cumpre prisão domiciliar desde o fim do ano passado.
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