Não é de hoje que o deputado federal Francisco Costa (PT) demonstra desconfiança em relação à atuação política do deputado estadual Georgiano Neto (PSD). Desde 2024, ele tem expressado seu descontentamento ao perceber o pessedista invadindo alguns colégios eleitorais no interior do Piauí. E agora, em março de 2025, o cenário parece não ter mudado.
Em entrevista ao GP1, Francisco Costa alertou Georgiano sobre as possíveis consequências de continuar a investir nas bases dos aliados, especialmente nas eleições de 2026, o que pode até mesmo comprometer a disposição do nome do deputado federal Júlio César (PSD) para o Senado. “Considero que [Georgiano] não tenha parado. Se está invadindo ou não, ele continua tentando. Infelizmente, cada um tem sua maneira de trabalhar, o que, inclusive, considero que prejudica o projeto da família, até mesmo o de seu próprio pai em ser candidato majoritário”, afirmou o petista.

Já em relação ao contato com os aliados, o deputado federal relembrou que embora seja natural de todo político aumentar a sua base, é importante tomar cuidado para manter o respeito aos aliados e mandou um recado. “A política é diálogo e prudência. Na política é natural que você queira aumentar a base e se consolidar, mas para isso você tem que respeitar alguns limites. Então quando você tem prudência, diálogo e acima de tudo respeito a aliados, tudo é capaz de se ter convergência. Do contrário, é natural que você se afaste de quem lhe persegue e se aproxima de quem possa lhe acolher melhor”, alertou Francisco Costa.
Relembre o caso
No ano de 2024, o deputado estadual Georgiano Neto (PSD) e líderes do PSD procuraram de forma energética o apoio de líderes das bases eleitorais de outros parlamentares do grupo político do governador Rafael Fonteles (PT).
Os parlamentares Francisco Costa (PT), Jadyel Alencar (Republicanos) e o deputado estadual Francisco Limma (PT), são alguns que externaram publicamente o descontentamento com a atuação do pessedista.
Diante do impasse causado na base governista, Rafael Fonteles precisou interferir e durante reunião com os aliados, “exigiu” a unidade do grupo.
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