A Prefeitura Municipal de Teresina informou, nesta quinta-feira (11), que devido aos baixos índices de isolamento social a Capital apresentou o maior número de atendimentos por síndromes gripais desde o início da pandemia, sendo 1.514 registros na rede pública e privada em uma média diária.
Conforme a Fundação Municipal de Saúde (FMS), a consequência mais grave dessa situação é evolução da doença para casos que requerem internação, pois de cada 100 pessoas, uma complica para o caso de internação e este número pode subir para 10 mil, com 100 internações. Com isso, a preocupação é caso ocorra uma sobrecarga no sistema de saúde e até entrar em colapso.
Segundo os dados do Painel de monitoramento da Covid-19, no início da pandemia eram registrados em torno de 103 atendimentos para casos de síndromes gripais. O número foi crescendo e chegou a 1.384 no dia 3 de junho, um aumento de mais de 1000%.
De março até agora, já foram prestados mais de 34 mil atendimentos a pessoas com sintomas gripais, dos quais 57% (mais de 19 mil) foram na rede pública de saúde.
Ainda de acordo com a FMS, o aumento é uma evidência de que os casos de Covid-19 ainda estão crescendo e é um reflexo da diminuição nas taxas de isolamento social na capital. O aumento dos números ocorre porque uma das características do vírus é a alta transmissibilidade entre as pessoas, o que leva à evolução da doença pelo não cumprimento do isolamento social.
Com os dados, o Centro de Operações em Emergências (COE) em Saúde Pública Covid-19 da FMS avaliou que ainda não há viabilidade para uma flexibilização do isolamento social na capital.
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