Em discurso oferecido no Vaticano aos participantes de um fórum de diálogo sobre o futuro da União Europeia, o Papa Francisco afirmou estar preocupado com “o retorno dos nacionalismos” e as “pressões desagregadoras” que assolam a Europa atualmente.
Segundo o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, "o resultado do referendo britânico do ano passado e as pressões desagregadoras que o continente atravessa levaram o papa a considerar a urgência de favorecer uma reflexão ainda mais ampla e cuidadosa sobre toda a Europa e sobre a direção que ela, inclusive além das fronteiras da União Europeia, está seguindo".
Parolin explicou que o papa está preocupado com outras questões como “o avanço do populismo e o retorno dos nacionalismos, o desemprego e os problemas ambientais”. Ele ressaltou também que "a Santa Sé olhou, desde o princípio, com interesse e respeito, o projeto de integração europeia" e apostou por uma UE na qual "a unidade prevaleça sobre o conflito".
- Foto: Maurizio Brambati/France PressePapa Francisco
O Papa atacou "as lógicas particulares e nacionais" na Europa e defendeu o diálogo na política para impedir que "grupos extremistas e populistas" façam "do protesto o coração de sua mensagem".
Francisco também apostou pelo diálogo na política e afirmou que de, na sua ausência, "encontram terreno fértil" os grupos "extremistas e populistas que fazemos protesto o coração de sua mensagem política, sem oferecer um projeto político como alternativa construtiva".
O evento foi denominado “(Re) trinking Europe”- (Re) pensando a Europa” e foi organizado pela Santa Sé e pela Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia. O fórum contou com a presença de figuras como o presidente do Parlamento Europeu (PE), Antonio Tajani; o primeiro vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans; e Mairead McGuinness, uma das vice-presidentes do PE.
Ver todos os comentários | 0 |