O ex-policial militar Élcio Queiroz, apontado como comparsa de Ronie Lessa no assassinato da vereadora Marielle Franco em 2018, negou participação no crime nesta terça-feira (05).
Ele revelou em depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro, que foi funcionário da Prefeitura de Nova Iguaçu, quando o prefeito era Lindbergh Farias. Ao ser questionado sobre eventual divergência com a esquerda, ele disse que o prefeito Lindbergh Farias, seu antigo patrão, era do Partido dos Trabalhadores. “Fui assessor do PT em Nova Iguaçu, quando o prefeito era Lindbergh”, disse.
“Não tenho antipatia nenhuma por governo de esquerda. Pelo contrário, melhor patrão que eu já tive. Pagava muito bem seus funcionários. Não tenho nada a falar da esquerda.”
O ex-policial militar teve que explicar ainda por que fez pesquisas na internet a respeito de Jean Wyllys e Marcelo Freixo, que foi padrinho político de Marielle. “Eu concordo com muitas coisas que ele (Freixo) fala, inclusive do PSOL também. Vou dizer uma coisa, por exemplo: a reforma da Previdência. Eu sou contra a reforma, como o PSOL também é.”
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