O líder comunitário Alex Brasil, do bairro Parque Piauí, zona sul de Teresina, defendeu a abertura parcial do comércio, durante a pandemia da covid-19 (coronavírus). A declaração foi dada em entrevista ao GP1 na manhã desta quarta-feira (22). O posicionamento dele se deu após um empresário ser preso na segunda-feira (20).
“Não sou profissional da saúde, mas a gente tenta cumprir a melhor forma possível as orientações daqueles que estudaram para tal, os enfermeiros, médicos e o interessante seria que esses comércios fossem autorizados a serem abertos gradualmente”, afirmou.
- Foto: Lucas Dias/GP1Alexandre de Araújo
O líder comunitário sugere que as empresas revezem os funcionários e mantenha os cuidados para proteger clientes e colaboradores do novo coronavírus (covid-19), como por exemplo máscaras e álcool gel. Alex destacou que o comércio poderia funcionar como os serviços essenciais, restringindo o número de pessoas por vez.
“Um comércio que tem dois funcionários, colocaria um para trabalhar de manhã e outro pela tarde ou um em um dia e outro no outro, com álcool gel e máscara e fazendo todo aquele controle, aquele cuidado. Não seria muito difícil, a gente pode ver as casas lotéricas, restaurantes funcionando e estão fazendo esse controle”, finalizou.
Entenda o caso
O proprietário de uma loja de confecções localizada no bairro Parque Piauí foi abordado de maneira truculenta por policiais militares na manhã desta segunda-feira (20). O fato aconteceu na Avenida Principal do Parque Piauí (Marechal Juarez Távora), e foi registrado por pessoas que presenciaram a cena. Durante a abordagem, o cidadão foi algemado e teve uma crise de epilepsia logo em seguida.
Uma guarnição da PM, juntamente com a Guarda Municipal de Teresina e fiscais da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Sul, estavam realizando uma fiscalização para averiguar o cumprimento dos decretos estadual e municipal. Os fiscais se depararam com a loja de confecções aberta e foram até o local, alertando que o proprietário seria multado por estar descumprindo a determinação, já que o estabelecimento não se enquadrava em serviço essencial.
Houve uma discussão entre os policiais militares e o dono da loja, que não apresentou as documentações do local para que fosse lavrada uma multa por parte do Município. Os policiais começaram a preencher um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), mas em seguida afirmaram ao comerciante que iriam encaminhá-lo à Central de Flagrantes de Teresina. O empresário cumpriu a ordem e fechou a loja, para se dirigir à delegacia, e nesse momento foi algemado.
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