Com o vencimento das prisões neste sábado (26), os nove presos temporários da 26ª fase da Operação Lava Jato serão soltos, como determinou o juiz federal Sérgio Moro. Eles devem ser soltos quando os advogados chegarem à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba com os mandados de soltura.
A 26ª fase da Operação Lava Jato investiga o “Setor de Operações Estruturadas” da Odebrecht, que segundo a polícia, era exclusivo para o gerenciamento de pagamentos ilícitos. A delação da ex-funcionária, Maria Lúcia Tavares, baseou a operação.
Planilha vai ao STF
Moro também informou que a planilha encontrada na casa de um funcionário da Odebrecht será enviada para o Supremo Tribunal Federal (STF). O juiz reiterou que a planilha não foi encontrada no mesmo lugar da empresa que era destinado para cuidar dos pagamentos ilícitos.
O magistrado disse que a planilha merece uma análise mais detalhada sobre o conteúdo e verificar se as doações foram feitas e se a origem delas pode ser ilícita.
Tiveram prisão temporária decretada:
Antônio Claudio Albernaz Cordeiro – operador;
Antônio Pessoa de Souza Couto - subordinado a Paul Altit;
Isaias Ubiraci Chaves Santos - envolvido na confecção das planilhas e das requisições de pagamentos;
João Alberto Lovera - executivo da Odebrecht Realizações Imobiliárias.
Paul Elie Altit - chefe da Odebrecht Realizações Imobiliárias;
Roberto Prisco Paraíso Ramos - chefe da Odebrecht Óleo e Gás;
Rodrigo Costa Melo - subordinado a Paul Altit;
Sergio Luiz Neves - diretor superintendente da Odebrecht subordinado a Benedicto Barbosa Júnior é o chefe da Odebrecht Infraestrutura;
Alvaro José Galliez Novis - diretor da Hoya Corretora de Valores e Câmbio Ltda. Responsável pela entrega do dinheiro no Rio de Janeiro e São Paulo.
A 26ª fase da operação também teve expedido quatro mandados de prisão preventiva. Todos foram presos, menos Luiz Eduardo da Rocha Soares, executivo da Odebrecht, que a polícia acredita que está no exterior. Ele e considerado foragido.
Estão presos preventivamente
Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho - executivo da Odebrecht;
Olivio Rodrigues Júnior - sócio da empresa JR Graco Assessoria e Consultoria Financeira Ltda. O nome dele constava na agenda de Maria Lucia Tavares;
Marcelo Rodrigues - é irmão de Olívio ligado a off-shores Klienfeld Services, utilizada pela Odebrecht para pagar propina a agentes da Petrobras.
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