O juiz de direito da 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri, Antônio Reis de Jesus Nollêto, pronunciou Dorival Ferreira de Almeida pelo crime de homicídio qualificado contra o funcionário do Comercial Carvalho, Sidivaldo Bacelar, crime ocorrido em julho do ano passado. A decisão é dessa terça-feira (17).
Com a pronúncia, Dorival vai a julgamento pelo Júri Popular e pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.
- Foto: Divulgação/Polícia CivilDorival Ferreira de Almeida
Na denúncia, apresentada pelo Ministério Público do Estado do Piauí, através do promotor de Justiça Benigno Filho, consta que a autoria está devidamente configurada a partir das declarações prestadas pelas testemunhas ouvidas na fase investigatória. "Ressalte-se que câmeras de segurança do Supermercado Comercial Carvalho gravaram toda a dinâmica delitiva, podendo-se visualizar o acusado como sendo o autor dos disparos que levaram a vitima à óbito”, destacou o promotor.
Durante audiência de instrução de julgamento realizada, no dia 11 de janeiro deste ano, Dorival confessou o crime e que agiu por causa da emoção. Na decisão, o juiz afirmou que ficaram “comprovados os requisitos do art. 413, do CPP, devendo o denunciado ser pronunciado e submetido a julgamento pelo egrégio do Tribunal Popular do Júri”.
Relembre o caso
Sidivaldo Bacelar Soares, de 38 anos, foi assassinado com quatro tiros, na tarde de 17 de julho do ano passado, dentro do Comercial Carvalho da Avenida Joaquim Nelson, no bairro Dirceu, em Teresina, onde trabalhava como encarregado de loja.
Com o auxílio de um vídeo gravado pelas câmeras de segurança no momento da ação, a polícia conseguiu identificar o auto do crime como sendo Dorival Ferreira de Almeida.
- Foto: Facebook/Sidivaldo BacelarSidivaldo morreu dentro do Comercial Carvalho da Joaquim Nelson
O crime foi passional, pois Sidivaldo estava se relacionando com a ex-companheira de Dorival.
Dorival foi preso dez dias depois do crime após prestar depoimento na delegacia. No entanto, no dia 22 de janeiro, o juiz Antônio Nollêto concedeu liberdade a Dorival a pedido do Ministério Público que alegou que a liberdade do acusado não trará desordem pública ou abalo, uma vez que o clamor público já tranquilizou em razão do passar natural do tempo.
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