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Acenos do deputado Hugo Motta à oposição incomodam base de Lula

Motta manifestou apoio ao projeto que propõe reduzir o prazo de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa.

O recém-eleito presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, chegou ao cargo com amplo apoio da base governista. No entanto, sua primeira semana à frente da Casa tem sido marcada por uma série de gestos em direção à oposição.

Na terça-feira (11), Motta recebeu a esposa de um dos presos pelos atos de 8 de janeiro, que foi até a Câmara pedir anistia. Ela é casada com um caminhoneiro condenado a 14 anos de prisão por participação em atos violentos e na depredação do Palácio do Planalto. Mãe de seis filhos, incluindo um bebê de colo, a mulher apelou ao presidente da Câmara pela libertação do marido e de outros detidos.


Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos DeputadosHugo Motta
Hugo Motta

Além disso, Motta manifestou apoio ao projeto do deputado Bibo Nunes (PL-RS), que propõe reduzir o prazo de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa de oito para dois anos. Caso a mudança seja aprovada até outubro deste ano, Bolsonaro poderia recuperar seus direitos políticos e concorrer à presidência em 2026.

O PT, por sua vez, tem demonstrado incômodo com a postura de Motta. A presidente do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PR), classificou a possível votação do projeto como "descabida". Em publicação na rede social X (antigo Twitter), ela afirmou: "Não se trata de atender o objetivo político deste ou daquele partido, mas de defender a democracia, respeitar e cumprir a decisão da Justiça sobre os ataques aos Três Poderes", sem citar o nome de Motta diretamente.

O vice-líder do governo na Câmara, Rogério Correia (PT-MG), também criticou a defesa de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, chamando a posição de "negacionismo inaceitável". "Não vale um relatório de mil páginas aprovado no Congresso via CPMI? Não valem os múltiplos indiciamentos pela PF após provas e delações? Não valem as minutas golpistas na sede do PL? Não valem as bombas colocadas no aeroporto de Brasília e os planos de assassinato de Lula, Alckmin e Moraes?", questionou Correia.

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