A Justiça indeferiu o pedido de revogação das prisões dos acusados de integrar a facção Família do Norte, identificados como Marcio Pimentel Cunha Nery , Leonardo Davis Brandão do Vale , Jordane Rocha Ferreira Mascarenhas , Francisco das Chagas de Deus Cruz e Malaquias Prata da Silva , réus pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Eles foram alvos da Operação DENARC 60, que desbaratou um esquema de tráfico de drogas da Bolívia para Teresina.

A decisão, dada nessa terça-feira (25), ressalta que as defesas dos réus não trouxeram qualquer elemento capaz de afastar os fundamentos das decisões segregadoras, sendo a prisão cautelar dos oras requerentes ainda conveniente à garantia da ordem pública.

Não obstante alegação defensivas de ausência de motivos a justificar a decretação ou manutenção da prisão cautelar, vale destacar que, conforme elementos colhidos pela autoridade policial e indicados na denúncia e, anteriormente, há comprovação das suas participações na organização criminosa “Família do Norte”.

Foto: Alef Leão/GP1
Tribunal de Justiça do Piauí

“Em que pese alguns dos réus possam indicar uma menor participação, não se pode conceber que os papéis desempenhados pelos integrantes de organizações criminosas sejam todos iguais, havendo entre os integrantes distribuição de tarefas e funções, de modo que a colaboração entre eles forma o liame necessário para garantir a diversidade de operações criminosas que resultam na continuidade da organização. Assim, a continuidade da prisão preventiva é medida necessária, dada a gravidade da conduta, já que os réus integrariam núcleo de uma complexa organização criminosa (Família do Norte) voltada à prática dos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, entre outros”, diz trecho da decisão.

Operação DENARC 60

A investigação do Departamento Estadual de Repressão aos Narcóticos revelou que Relatórios de Investigação Financeira (RIFs) enviados pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificaram várias anomalias em operações financeiras, que apontaram indícios da prática do crime de lavagem de capitais por parte da organização criminosa, que tem como líder Leandro dos Santos Chaves, membro da facção “Família do Norte”, oriunda da região Norte do Brasil.

Durante as investigações, os policiais conseguiram identificar que o grupo se utilizava de veículo tradicionais, como carros, bem como caminhões, que eram adaptados por profissionais especializados em mecânica automotiva, a fim de fazer com que as drogas fossem acondicionadas de modo a não chamar atenção da fiscalização e, assim, chegassem ao destino final, que era Teresina, no Piauí.

Ao chegar em Teresina, a droga era comercializada e o dinheiro oriundo do tráfico era movimentado através de empresas revendedoras de veículo, muitas delas, cerca de 9, existiam apenas no papel, mas não possuíam funcionários, tampouco estrutura física.

Rapidinhas

Acusado de tentar matar policial do DRACO era monitorado

Um membro do Bonde dos 40, identificado como Felipe Kiko Silva Cavalcante, preso nessa quarta-feira (26), acusado de tentar matar um policial do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), durante a Operação DRACO 193, era monitorado por tornozeleira eletrônica.

Foto: Reprodução/WhatsApp
Felipe Kiko Silva Cavalcante era monitorado por tornozeleira eletrônica

Considerado bastante perigoso, ele estava em liberdade condicional desde 2023, respondendo a um processo pelo assassinado do primo do delegado geral da Polícia Civil, Luccy Keiko, no ano de 2018, José Wilton Nogueira de Melo. Na época dos fatos, a polícia concluiu que a vítima foi morta por ciúmes.

DHPP aguarda exame para saber se diarista foi vítima de envenenamento

O Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) aguarda resultado de exame toxicológico no corpo da diarista Cristiane Pereira Ferreira de Sousa para descartar ou não a possibilidade de envenenamento da mulher, que foi encontrada morta dentro de casa, no dia 11 de fevereiro, na Rua Araguanópolis, no bairro Vale Quem Tem, zona leste de Teresina.

O laudo preliminar produzido pelo médico legista do Instituto de Medicina Legal (IML) não apontou sinais de violência externos e internos no corpo de Cristiane Pereira. Ainda assim, a delegada Nathália Figueiredo requisitou exame toxicológico para afastar qualquer tipo de morte provocada por substância entorpecente lícita ou ilícita ou mesmo por envenenamento.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1