O juiz de direito da Central de Inquéritos de Teresina, Valdemir Ferreira Santos , concedeu liberdade para dez membros de uma mesma família, acusados de integrar uma quadrilha especializada em estelionato, que foram presos em 29 de janeiro, após a operação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas ( DRACO ). Eles são acusados de aplicar golpes em diversas regiões do Brasil, por meio da venda de equipamentos falsificados. A decisão foi dada no último dia 20 de fevereiro.

Os envolvidos na quadrilha foram identificados como Solange Aparecida Oliveira Andrade, Luis Miguel Estevão, Igor Luis Ivanewiche, Vitor Ivanovitch Costite, Sheila Rista, Alexandre Brunecher de Macedo, Bruno Ivanovitsch, Fabiana Aparecida da Silva, Tiago Ivanovich Estevão e Jaqueline Pelik da Silva.

Foto: Alef Leão/GP1
Tribunal de Justiça do Piauí

Em sua decisão, o juiz destacou que os investigados demostraram colaboração com as investigações, além de possuírem residência fixa e ocupação lícita, fatores que favorecem a concessão da liberdade.

Apesar da liberdade provisória, a decisão impôs medidas cautelares, como a monitoração eletrônica, que será reavaliada em 90 dias. Além disso, os investigados deverão cumprir recolhimento domiciliar noturno, das 22h às 6h, durante os dias úteis, e também aos fins de semana e feriados, quando o recolhimento será integral. Eles também precisam se cadastrar e atender a um acompanhamento psicossocial na Central Integrada de Alternativas Penais (CIAP), além de se apresentar periodicamente.

Outras medidas incluem a proibição de manter contato com as vítimas dos crimes, por qualquer meio, incluindo aplicativos de mensagens e redes sociais, enquanto durar a investigação. Os acusados também não podem se ausentar da comarca onde residem nem mudar de endereço sem autorização judicial, e devem comparecer sempre que intimados.

O juiz alertou que o descumprimento dessas medidas pode resultar em mudanças nas condições da liberdade, podendo levar à imposição de novas restrições ou até mesmo à decretação da prisão preventiva.

Relembre o caso

O Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) prendeu dez pessoas da mesma família suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em estelionato. A operação ocorreu na manhã de 29 de janeiro, em Teresina. O GP1 apurou que foram presos seis homens e quatro mulheres. Eles são dos estados do Paraná e Santa Catarina e percorriam diversas regiões do Brasil aplicando golpes na venda de equipamentos.

De acordo com o delegado Charles Pessoa, o grupo adquiria equipamentos do Paraguai e colocava adesivos de marcas renomadas, revendendo-os como originais. “Estavam vendendo esses equipamentos importados, de baixa qualidade, como se fossem materiais de marcas renomadas aqui no Brasil. Eles adquiriam um equipamento desse por volta de 400 a 450 reais e o vendiam por mais de 1.500 reais. As pessoas que estavam comprando acreditavam que estavam adquirindo um material de boa qualidade, quando, na verdade, estavam comprando um material falsificado”, explicou.

Ainda conforme o delegado, os alvos da operação foram presos em hotéis de Teresina, restando ainda cinco membros do grupo para serem localizados. Além das prisões, os policiais apreenderam seis veículos de luxo e os materiais que eram vendidos pela quadrilha.