O Governo da Argentina autorizou a exportação de gado, uma decisão que suspende uma proibição que vigorava há mais de cinco décadas no país. Nesta quarta-feira (26), a Secretaria de Agricultura apresentou a reversão da política como um movimento em direção a um maior concorrência na cadeia de carne e gado.
A medida está de acordo com o propósito do presidente Javier Milei, que visa desregulamentar a segunda maior economia da América do Sul, ficando atrás apenas do Brasil. O governo Milei promulgou, em janeiro, um corte de impostos com duração de cinco meses para as exportações de grãos e seus derivados, com o objetivo de impulsionar o comércio exterior, visto que as vendas do setor agrícola do país para os mercados estrangeiros constituem a maior fonte de moeda forte para os cofres do Banco Central argentino.
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Em 2024, a Argentina exportou cerca de 935 mil toneladas de carne bovina. Desse total, quase 70% teve como destino compradores chineses, segundo dados oficiais. Já, as exportações de grãos e derivados geraram receita de US$ 1,501 bilhão em março de 2024. O montante representa um aumento de 22% na comparação com março de 2023, ano em que Javier Milei tomou posse.
Os dados foram divulgados pela Câmara da Indústria Oleaginosa da República Argentina (Ciara) e pelo Centro de Exportadores de Cereais (CEC), entidades que representam 50,1% das exportações totais argentinas.
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