María Corina, líder opositora ao regime ditatorial na Venezuela, quer que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tome uma posição diplomática mais firme e articule uma frente regional de países para exigir de Nicolás Maduro a libertação de cinco reféns.
A ex-deputada segue reclusa em um local sob sigilo, a fim de proteger a sua vida da perseguição do regime de Maduro. Contudo, ela não tem deixado de se manifestar, apesar das restrições.
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Corina demonstra preocupação sobretudo com o estado de saúde de cinco líderes aliados que há quase um ano estão sob asilo na embaixada da Argentina em Caracas. O espaço diplomático está sob a tutela do Brasil, que segundo ela tem sido complacente com a situação.
“Estamos diante de uma situação de violação de todos os direitos humanos de cinco pessoas. Elas são objeto de tortura e não sabemos até quando vão resistir. Maduro transformou aquela embaixada em uma prisão, e os asilados, em reféns. Já é um tema de vida ou morte”, disse Corina em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.
Existem relatos de que o gerador que fornecia energia elétrica aos asilados não funciona mais, bem como o fornecimento de água que é instável, e os alimentos na geladeira apodrecem. Para recarregar seus celulares e assim se manterem comunicáveis, os reféns usam uma pequena placa de energia solar. Desde agosto, quando funcionários consulares argentinos foram expulsos do país, eles são os únicos na residência.
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