Nesta quarta-feira (26) Donald Trump anunciou o término de um acordo feito pelo ex-presidente Joe Biden com a Venezuela há mais de dois anos. Por meio de uma postagem na rede Truth Social, o presidente dos Estados Unidos disse que estava revertendo as concessões do acordo de transação de petróleo, datado de 26 de novembro de 2022. A decisão também inclui medidas sobre compromissos eleitorais acordados em 2023 com o regime chavista e o retorno de criminosos venezuelanos que entraram ilegalmente nos EUA.
Uma licença emitida na época permitia que a empresa americana Chevron expandisse a produção na Venezuela e levasse petróleo bruto do país para os EUA, sendo essa a única concessão assinada pelo governo Biden na data, contudo, a postagem de Trump não menciona a Chevron. O documento de renovação automática da empresa permitiu ainda que a companhia expandisse a produção de petróleo bruto em joint ventures com a empresa estatal de petróleo PDVSA e enviasse cerca de 240.000 barris por dia para suas próprias refinarias e outros clientes.
O anúncio de Trump também citou a falta de ação do regime chavista no cumprimento do compromisso de deportar criminosos venezuelanos que entraram ilegalmente nos EUA. Isso ocorreu um dia depois que o enviado dos EUA Richard Grenell se encontrou com Maduro em Caracas e levou seis detidos dos EUA de volta para o país.
Delcy Rodríguez , vice de Maduro, informou que o governo dos EUA havia tomado uma decisão que não tinha explicação e prejudicaria a licença da Chevron. Já a empresa americana afirmou também nesta quarta-feira que está considerando as implicações do término do acordo anunciado pelo governo Trump.
O regime de Maduro tem rejeitado essas medidas, classificando as sanções como parte de uma guerra econômica promovida pelos EUA. Ao longo dos anos a Venezuela tem sido alvo de sanções econômicas devido à violação de direitos humanos e à repressão política no país.