Nesta quarta-feira (26), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, comentou sobre a queda de credibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o desgaste ocorre devido a dificuldades de comunicação do governo e à política de exportação de alimentos. O ministro ressaltou que mudanças na Secretaria de Comunicação Social (Secom) devem contribuir para melhorar a situação.
Em janeiro deste ano, o então ministro-chefe da Secom, Paulo Pimenta, anunciou que deixaria o cargo, sendo substituído pelo publicitário Sidônio Palmeira. Rui Costa acredita que a alteração na pasta ajudará a melhorar a comunicação do governo e, assim, a percepção pública sobre a gestão de Lula.
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Quanto à alta nos preços, o ministro explicou que os alimentos mais caros no Brasil são, em grande parte, aqueles em que o país lidera as exportações. "Temos um problema conjuntural de preços de alimentos com perfil de commodities que disparam no mercado internacional", afirmou em entrevista à GloboNews. Rui Costa ainda destacou que o Brasil se tornou "o supermercado do mundo", exportando alimentos processados e produtos in natura.
O ministro também comentou sobre as ações do governo para tentar conter a alta nos preços, ressaltando que o presidente Lula tem se reunido com representantes do comércio para dialogar, entender e encontrar medidas que possam acelerar a redução de preços. Ele acredita que a supersafra do país ajudará a atenuar a pressão sobre os preços dos alimentos.
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Pesquisa Quaest aponta desaprovação em diversos estados
As declarações de Rui Costa ocorrem após a divulgação de uma nova rodada da pesquisa Quaest, que revelou um cenário de pessimismo em relação ao terceiro governo de Lula. O levantamento, realizado entre 19 e 23 de fevereiro, indica que a desaprovação do presidente supera a aprovação nos Estados de São Paulo, Paraná, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.
A pesquisa aponta que, em Pernambuco, 55% dos entrevistados consideram que a economia está sendo conduzida de forma errada, enquanto em Goiás esse número chega a 68%. A Quaest entrevistou mais de 9 mil pessoas de oito Estados que, juntos, representam 62% do eleitorado nacional. A margem de erro do estudo varia de 2 a 3 pontos porcentuais, para mais ou para menos.
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